domingo, 30 de novembro de 2008

Ubatuba, 30 de novembro de 2008


Alguns domingos íamos pra a igreja logo cedo. O bonde da rua Vergueiro, no Paraíso, passava quase vazio bem próximo de casa. Bonde aberto era mais gostoso no verão, bonde fechado era mais caro... A igreja Batista da Liberdade (próxima do Paraíso) vivia em construção e era uma festa para a criançada (era mole se esconder na hora do culto). Bom mesmo era a escolinha dominical e os ensaios de coral e teatro, a vó cantando no coral e o vô tocando violino (um pernilongo). Melhor ainda a cantina, apesar de nunca termos dinheiro para os bolos, sucos, doces e guloseimas o cheiro dos assadinhos eram uma tortura para crianças esfomeadas, e havia sempre algum "tio" ou uma "tia" caridosos prontos para satisfazer nossa vontade.
De volta para casa, macarrão com molho e porpeta (bolinhos de carne), salada de batata e limonada... Almoção de domingo. O vô dava uns trocadinhos pro sorvete e ia pro bar, afogar a semana na cerveja... E Deus estava ali, como sempre, na gente, no bonde, na liberdade, no paraíso e no misturado da vida...
...

10 Comentários:

Roger disse...

Oi Márcia,

não sei se é eu que estou melancólico de mais ou este seu Post está mesmo muito lindo...
ou mais provavelmente as duas coisas!

beijos,

Roger
PS:A Alice disse que você que tem as manhas para colocar o Tag da tradução, é isso mesmo?

bete disse...

Bonde aberto se chamava camarão, não era não?

Lembra aquele seriado Anos Incríveis? Tava na hora de a gente fazer um anos incríveis dos crentes viu...

Bonita...Confissões disse...

Adorei o que escreveu! Bonito, suave...

Tenha uma semana iluminada.


Beijos


Flavianna

neli araujo disse...

Mana das Nuvens (acho lindo este nome que a Carminha te chama),

Eu concordo com a Betinha! Precisamos fazer um anos incríveis dos crentes, hehehe Muito legal a idéia!Há tantas coisas em comum nas nossas vidas...

Quando você diz:
"E Deus estava ali, como sempre, na gente, no bonde, na liberdade, no paraíso e no misturado da vida..."
Concordo plenamente, linda, e Êle continua aqui neste "misturado" dos blogs e nestes encontros de pessoas que nunca se viram, mas com tantas histórias e experiências que se cruzam, não é mesmo?

Tenha uma semana abençoada, linda!

beijinhos

neli araujo disse...

Era "camarão", sim, Betinha" :)

Pelos caminhos da vida. disse...

Vim agradecer sua visista e desejar-lhe uma semana iluminada.

bjs.

Juber Donizete Gonçalves disse...

MamaNunes,

Nostalgia gostosa hein? Guardar uma lembrança bonita é sempre bom.

Abraço.

Rubinho Osório disse...

Posso ser saudosista, retrógrado, velho, mas nada me convence que foi boa idéia acabar de vez com os bondes. Em Santos podia ter o da praia (hj tem só uma linha turística no centro). Em Sampa, a linha que ia da Ana Rosa até Sto Amaro seria um charme.
Mas qual!, Só ficaram as - boas - lembranças!!! Como as suas.

* O Cantinho da Lia * disse...

Sabe que quando eu era criança ia todo domingo na igreja tbém....era a Igreja Presbiteriana Independente...e no natal, sempre tinha a festa, com apresentações de teatro, canticos, recitar de versos e a entrega de doces...era uma festa.

beijinhos

carmen disse...

Eu peguei o final da época do bonde que subia a r Teodoro Sampaio, no bairro de Pinheiros...
Acho uma coisa bucólica, cheia de sentimentos bons!

Quando vou a algum lugar que tem o bonde como meio de transporte, e até atração turística, por que acabaram com esta relíquia???

Diz a minha mãe que o meu pai, quando era pastor, só tinha um terno (roubaram a casa deles) e que ela fazia uma limpeza com um pano úmido e ele ia pendurado no balaustre deste "camarão" aí, para chegar seco aos seus compromissos.

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